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A BANDEIRA DA ORDEM GHIMEL
A bandeira de um país expressa a sua tônica e representa o símbolo maior do povo. É homenageada em dias específicos e históricos. Nestas solenidades expressivas é exposta e reverenciada com orgulho patriótico. Sempre é hasteada em seu mastro, para lembrar ao povo da nação e aos demais países do mundo que o país encontra-se de pé e firme em seus propósitos patrióticos, onde a sua unidade fica patenteada diante das demais nações do Mundo.
As instituições e demais agremiações procuram criar as suas bandeiras, onde demonstram os seus propósitos filosóficos e comportamentais. Assim sendo, a Ordem GHIMEL, ao criar sua bandeira, procurou conjugar alguns símbolos milenares, para conotar a sua tônica e a trajetória espiritual que deverá percorrer.
Faremos abaixo uma análise resumida dos símbolos, mostrando seu significado filosófico, iniciático e seu motivo espiritual.
Estrela de Cinco Pontas
Segundo Ralph M. Lewis, "Pitágoras foi o primeiro a associar as leis da natureza com a matemática. Dizia que a proporção matemática e o agrupamento da matéria produziam as formas geométricas e as harmônicas. Platão, Arquimedes, Euclides e outros pensadores antigos davam a certos desenhos geométricos uma interpretação simbólica das leis naturais, que chegaram até nós. Na realidade, encontramos na natureza o que tão acertadamente disse um antigo filósofo: "Deus geometriza." É assim no triângulo, no quadrado, mas, principalmente nas estrelas, há um simbolismo que vem de longe. As estrelas são reproduzidas com várias pontas e cada uma delas tem um simbolismo diferente."
Em nosso caso, a Estrela de Cinco Pontas, também chamada de Estrela da Beleza, contém cinco ALFAS. Em outras épocas, dizia-se que era o símbolo da saúde e pretendia-se que fosse um poderoso talismã contra a feitiçaria.
Na Ordem GHIMEL é o símbolo do poder jovem, principalmente quando ela está cheia, como se encontra em nossa bandeira. A Estrela está situada no centro e sua cor amarelo ouro expressa a inteligência em ação, em movimento, em plena atividade. Acima desta Estrela, formando um meio círculo, encontra-se a denominação ORDEM GHIMEL.
Podemos também alegorizar a Quinta Essência Divina, representada nas tradições como sendo o quinto estado de consciência ou mental abstrato, que todos os seres evoluídos e que superem o mental intelectual ou concreto vão desenvolver no presente surto civilizatório.
É exatamente por esse motivo que a juventude do mundo inteiro, para simbolizar vitória em suas ações, coloca de pé o dedo polegar (5° dedo), demonstrando, assim, que está tudo bem.
"O pentagrama, uma estrela de cinco pontas feita com um só traço, pertence aos tempos mais primitivos da humanidade e, por certo, é muito mais antigo do que os caracteres escritos. Sinais deste tipo são positivamente dos mais antigos documentos humanos que possuímos. O pentagrama tem tido várias significações diferentes em diferentes momentos da história do homem. Os pitagóricos chamavam-na Penta-Alfa e os sacerdotes celtas, "o Pé da Feiticeira." É também o Selo de Salomão, conhecido na idade média como Cruz dos Duendes. O sinal também representa os cinco sentidos; os princípios masculinos e femininos também são transmitidos pelo arranjo das cinco pontas. Entre os druidas, era o sinal da Divindade e para os judeus significava os cinco livros Mosáicos. É crença popular que este sinal dá também proteção contra o demônio e, analogia, é símbolo de segurança. Acredita-se também que ele propicia uma acolhida feliz, daí seu emprego como amuleto. Nos tempos antigos era, entre os babilônicos, um talismã. " O livro dos símbolos, Rudolf Koch.
A Estrela de Cinco Pontas é o homem de braços e pernas abertos, o homem representado ou sendo a própria estrela, divinizado, iluminando o mundo com sua inteligência superior, abstrata e divina. Esta estrela representa, em Magia, o símbolo de defesa e de realizações mágicas.
Cor Violeta
A principal cor da bandeira é o Violeta. Representa Força, Saúde e Vitalidade. Expressa também a energia do Quinto Kumara, o Excelso São Germano, que, com esta energia, encontra-se regenerando a humanidade, criando condições para que a mesma penetre no Quinto Sistema de Evolução.
Esta energia representa força em todos os sentidos. Segundo o Mestre Henrique José de Souza, ela se conjuga no Chakra Coronário com suas 960 pétalas Violetas e Azuis.
Sol e Lua
Estes dois símbolos que estão figurados na bandeira, simbolizam que os jovens que passarem pela Ordem jamais estarão nas trevas e que os raios desses Astros vão alcançá-los em toda a Existência.
O Sol está situado do lado direito da Estrela e a Lua Crescente do lado esquerdo, ambos de cor amarelo ouro.
Em todas as religiões, desde a antigüidade, o Sol foi um símbolo constante da Divindade. O homem primitivo sentia imenso terror diante dos crepúsculos, que antecediam as noites frias, escuras e cheias de perigo. Quando via o Sol ressurgir, ao amanhecer, sentia imensa satisfação, vendo nele um herói sempre vencido e sempre vitorioso, numa sucessão constante.
Era, portanto, considerado símbolo do poder supremo, fonte inesgotável de vida, ordenador de todo sistema solar, presença da divindade no homem, majestade da religião etc.
Cabalisticamente, o Sol simboliza a espiritualidade, o ponto central de todas as coisas, o centro da circunferência, o coração no ser humano. É o Eu Divino, o EU SOU, o poder Criador, é toda a potencialidade do homem espiritual ou do super-homem absoluto, como Chispa Divina do Grande Todo.
É o São Jorge da mitologia cristã, cavalgando a matéria já domada, forte e pura, simbolizada no cavalo branco e pisando o dragão das paixões humanas ainda animalizadas.
É o arcanjo Miguel vencendo a Satã ou a natureza inferior, esmagando a serpente da fraqueza na matéria, indo à vida eterna que é a imortalidade e levantando o gládio chamejante do poder solar.
É o Maytréia das tradições Budhistas, o vencedor, o três vezes poderoso, o portador do Amor Universal que há de redimir toda a humanidade através do despertar do Chakra Cardíaco.
O Sol é o próprio homem inspirado pelos seus três veículos superiores, que, ao despertar, recebe raios de luz que iluminam os densos véus da matéria, suavizando o Karma remoto da civilização.
A Lua exerce uma grande influência sobre os líquidos e sobre a fisiologia dos seres vivos. O seu nome vem do latim "Luna". Os romanos deram esse nome a uma deusa, algumas vezes identificada como RHEA e OPS, a qual ofereciam as armas tomadas do inimigo, queimando-as, como expiação do sangue derramado.
No Egito, OSÍRIS era o Sol e Í SIS a Lua; na Síria, ADONIS era o Sol e ASTAROT a Lua. Os gregos a adoravam como Diana e Hécate; nos mistérios de Ceres, enquanto o Hierofante ou sumo sacerdote representava o Criado e o portador do archote, o Sol, o epibómios ou o oficial mais próximo do altar representava a Lua. Em suma, o culto da Lua era bastante difundido tanto quanto o do Sol.
Podemos representar o Sol como Rei Estelar e a Lua como Rainha, poder masculino e feminino muito bem representado na Abóbada Celeste.
A Lua simboliza o princípio feminino, aquoso, frio e úmido, o úmido radical ou mercúrio dos hermetistas, a imaginação, a sensibilidade. Em astrologia, ela corresponde às funções materiais, à "substancialidade", ao povo.
Por outro lado, a Lua simboliza a Constância, a regularidade, a afeição, a obediência, a evolução, a luz moral. Enfim, Sol e Lua regulando o interior da Ordem GHIMEL, dando-lhe consistência material e espiritual.
Vontade, Sabedoria e Atividade
Esta trilogia encontra-se adornando a bandeira na parte inferior da estrela, fechando o círculo em torno desta. Representa os atributos transcendentais do Eterno nos mundos subjetivos e objetivos. Esta trilogia encontra-se representada em todas as tradições religiosas e iniciáticas.
A Mônada Humana é constituída de Vontade, o que não podemos confundir com o desejo que se encontra relacionado com a personalidade ou alma, sendo esta efêmera e transitória, cuja principal tônica são os instintos provenientes da Cadeia Animal. A Vontade dinamiza a Espiritualidade e as elevadas aspirações iniciáticas, conduz o ser a adquirir a Sabedoria em seu estado mais puro e posiciona-o em perfeita Atividade na transformação do coletivo.
É dever do jovem, ao ser iniciado na Ordem, lutar para adquirir os elevados estados de consciência e trabalhar, com discernimento, para o soerguimento de seus irmãos. Para tanto, basta receber as Divinas Inspirações dos vários Mestres de Sabedoria.
Este triângulo mágico que vibra no interior da Bandeira representa o Eterno, que tudo contempla de maneira oculta e inalcançável aos olhos dos profanos.
Franja Amarela
Nas variadas bandeiras criadas pelo mundo afora, encontramos, em algumas, a presença da FRANJA que, para muitos, a torna mais bonita e graciosa. Entretanto, no Simbolismo Universal, representa FORÇA, PODER e DISCERNIMENTO, principalmente quando esta é de cor amarela, que expressa também a Inteligência Superior.
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