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A LETRA GHIMEL



Israel possui um povo ímpar, com característica universal, formador da atual civilização ocidental. Encontramos judeus em todos os recantos do planeta, trabalhando e contribuindo para o aperfeiçoamento da civilização.

Seu alfabeto é rico em simbologia, haja vista a letra GHIMEL, que é um ideograma primitivo, representado por um laço de camelo em forma de pescoço.

A palavra camelo, para os povos primitivos, era o nome dado à corda, cabo trançado de grande espessura, e não à designação do animal que conhecemos. Surgiu, assim, o provérbio repetido por várias gerações: "É mais fácil um camelo passar pelo furo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu."

GHIMEL encontra-se ligada ao sentido da garganta, Chakra Laríngeo, Poder do Verbo Solar, o som que surgiu no início das coisas, a manifestação do Divino. Transmite também a idéia de mão, força da mão, pulso forte que só os grandes líderes da humanidade possuem.

É bom lembrar que a garganta das humanas criaturas encontra-se relacionada com a formação da palavra. Contudo, esse conceito se liga à idéia do desenvolvimento material das coisas espirituais. É na garganta que se forma a palavra. A idéia se corporifica no Chakra Laríngeo e se manifesta pela boca e mãos.

GHIMEL: podemos conceituá-la como Geração; é por meio dela que os seres espirituais tomam nome e forma. Como Terceira Letra do Alfabeto Hebráico, tem o sentido de desenvolvimento material das coisas espirituais, ou seja, o "fazedor" do mundo.

GHIMEL, em essência, é o filho , ou seja, a objetivação do que foi ideado pelas duas primeiras letras do Alfabeto Hebraico: ALEPH e BETH.

Na tradição egípcia é o Equilíbrio entre OSÍRIS e ÍSIS, pai e mãe, dando nascimento a HÓRUS.


Podemos representar esta Trilogia Egípcia da seguinte forma: Osíris
Ísis
Hórus
   
Na Trimurti indiana temos: Bhrama
Vishnu
Shiva
   
No baralho vulgar temos: Rei
Rainha
Valete
   
Na trilogia cristã: Pai
Filho
Espírito Santo
   
Na bandeira da Ordem Ghimel: Vontade
Sabedoria
Atividade
   
A doutrina de Buddha fala no TRIKÂYA, que podemos traduzir por três corpos, três vestes, três atributos etc.: Dharmakâya
Sambhogakâya
Nirmanakâya


Assim, estão as Três Vestes distribuídas:

1) DHARMAKÂYA - 1ª veste - 1° Logos
O Corpo Espiritual glorificado. Literalmente conhecido com o nome de "Vestidura do Bem-Aventurado". É o terceiro mais elevado TRIKAYA (três corpos). Atributo desenvolvido por todos os Buddhas, isto é, todo iniciado que cruzou ou alcançou o fim do chamado Quarto Caminho.


2) SAMBHÓGAKÂYA - 2ª veste - 2° Logos
Corpo de Compensação. Possui todo o grande e completo conhecimento de um ADEPTO e todas as qualidades de um NIRMANAKÂYA, porém com o brilho adicional das "Três Perfeições", uma material e espiritual, das quais é a completa obliteração de tudo quanto concerne à Terra.


3) NIRMANAKÂYA - 3ª Veste - 3° Logos
Corpo, envoltura ou vestidura livre de egoísmo. Literalmente aquele que purificou todo o seu ser de um modo tal que chegou a sobrepor-se à Divina Ilusão de um DEVACHÂNI (habitante do DEVAKHAN).


Tal adepto permanece no Plano Astral (invisível, relacionado com nossa Terra) e, desde então, obra e vive de posse de todos os seus veículos, à exceção do KAMA-RUPA (corpo emocional) e do Corpo Físico.

Tais alegorias têm como ponto de partida o número três, que é o resultado da união de dois pólos opostos, surgindo, desta união, o filho para aumentar a riqueza. Em sentido cósmico, os opostos significam o caudal de privilégios onde estes são elementos de produção e multiplicação. O filho representa Liberdade, Expansão e Crescimento, onde teremos como resultado a Riqueza Espiritual e Material.

GHIMEL é, sem dúvida, a expressão da Força, do Poder e da Virilidade que todos os jovens são portadores, demonstração de que estão sempre prontos para vencer os obstáculos da vida humana e lutarem com discernimento, para alcançarem termos de realização espiritual neste mundo limitado pelos densos véus da Matéria.

Ser jovem em nossa Instituição é possuir a Virilidade para derribar todas as dificuldades impostas por este ciclo em degeneração, que está conduzindo a civilização ao desequilíbrio.

Cabe aos membros da Ordem GHIMEL praticar bondade amorosa consigo mesmo. Parece-nos um bom método para começar a iluminar a escuridão dos tempos difíceis.