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O NOVOO novo modelo de produção emerge num cenário envolvido numa “compressão espaço – tempo”, promovida pela base tecnológica da Revolução Técnico-Científica- Informacional, onde a telematica (Telecomunicação + informática) e os sistemas de transportes mais ágeis (a um custo mais baixo), possibilitaram cada vez mais a instantaneidade da informação e da produção globalizada, que segundo Milton Santos (1999) aproxima lugares, torna possível uma tomada de conhecimentos imediata de acontecimentos simultâneos e cria, entre os lugares e acontecimentos, uma relação unitária à escala mundo. Se o novo modelo de produção é flexível e global, ele somente o é, em conseqüência de um meio técnico-científico-informacional. Faz-se importante ressaltar que nem todas as regiões do planeta encontram-se no contexto global, defende Milton Santos que a globalização é incompleta, ela se dá desigualmente, ela é excludente. Portanto, nem todas as regiões estão no mesmo “tempo” desfrutando do mesmo paradigma tecnológico. Desde seu início, a civilização tem se estruturado, em grande parte, em função do conceito de trabalho. Do caçador/colhedor Paleolítico e fazendeiro Neolítico, ao artesão medieval e operário da linha de montagem do século atual, o trabalho tem sido parte integral da existência diária. Agora, pela primeira vez, o trabalho humano está sendo sistematicamente eliminado do processo de produção. Em menos de um século, o trabalho “em massa” no setor do mercado será provavelmente eliminado em praticamente todas as nações industrializadas do mundo. Uma nova geração de sofisticadas tecnologias de informação e comunicação está sendo introduzida aceleradamente nas mais diversas situações de trabalho. Máquinas inteligentes estão substituindo seres humanos em incontáveis tarefas, forçando milhões de trabalhadores de escritório e operários para as filas do desemprego ou, pior, para as filas do auxílio desemprego. O desemprego em âmbito mundial alcança, atualmente, seu nível mais alto desde a grande depressão da década de 1930. O número de pessoas subempregadas ou sem trabalho está aumentando rapidamente, à medida que milhões de ingressantes na força de trabalho se descobrem vítimas de uma extraordinária revolução da alta tecnologia. Computadores sofisticados, robóticas, telecomunicações e outras tecnologias de ponta estão, rapidamente, substituindo seres humanos em, virtualmente, cada setor indústria – de manufatura, varejo, serviços financeiros a transporte, agricultura e governo. Muitas funções jamais voltaram. Operários, secretárias, recepcionista, auxiliares de escritório, vendedores, caixas de banco, telefonistas, bibliotecários, atacadistas e gerentes médios são apenas algumas das funções destinadas à virtual extinção. Embora algumas novas funções estejam sendo criadas, são, na maioria, empregos de baixa remuneração e, em geral, temporários. O mundo, diz Rifkin, está rapidamente polarizando-se em duas forças potencialmente irreconciliáveis: de um lado a elite da informação, que controla e administra a economia global de alta tecnologia, e de outro, um número crescente de trabalhadores deslocados, com poucas perspectivas e pequena esperança de encontrar bons empregos em um mundo cada vez mais automatizado. É inegável, porém, que o sistema de ensino tem crescido, principalmente pelo alerta dos economistas que apontam a necessidade cada vez maior de operários capazes de decodificar instruções complexas dentro dos sistemas robotizados, operários preparados para se adaptarem aos sistemas flexibilizados que estão tornando obsoletas as linhas de montagem do modelo fordista de industrialização com suas esteiras rolantes e a divisão do trabalho em tarefas simplificada pela fragmentação. Vencedores e Perdedores da Alta Tecnologia Virtualmente cada líder empresarial e a maioria dos economistas da corrente principal do pensamento econômico continuam a afirmar que os dramáticos avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial terão efeito “mágico”, reduzindo o custo dos produtos, estimulando maior demanda do consumidor e novos mercados, e colocando cada vez mais pessoas para trabalhar, com salários mais altos, sem novas funções e em setores de alta tecnologia. No entanto, para um número crescente de trabalhadores que se encontram desempregados ou subempregados, o conceito da “mágica” da tecnologia é de muito pouco consolo. Capital Cultural “É possível pensar em capital cultural como um conjunto lógico e funcional de conhecimentos ligados à literatura, teatro ou música – artes de modo geral -, além da compreensão dos acontecimentos políticos (nacionais e internacionais), o que alarga extraordinariamente as possibilidades de se aprender História e Geografia, por exemplo. Integrada e esse conjunto de conhecimentos, transmitidos informalmente pelos adultos, a existência de livros, jornais e revistas ganha funcionalidade, na medida em que aquilo que o estudante lê tem muito a ver com aquilo sobre o que se conversa, o que leva à ampliação do vocabulário e à assimilação de uma sintaxe que ajuda a criar estruturas mentais adequadas aos conteúdos da escola, principalmente àqueles que são transmitidos em linguagem científica específica (...) (Whitaker, D.C.A. A seleção dos privilegiados, São Paulo, Semente 1981). Blibliografia *O fim dos empregos – o declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho *Apostila 1 do Miguel Couto 2003 |